Os mecanismos de crescimento do fluxo de capital financeiro, especialmente no contexto da globalização e dos países emergentes, são impulsionados por uma combinação de liberalização econômica, inovações tecnológicas e busca por maiores retornos. Esses fluxos, que englobam Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) e capital especulativo (portfólio), crescem através de diversos fatores, tais como:Liberalização da Conta de Capital: A remoção de restrições legais e regulatórias à entrada e saída de capitais permite maior mobilidade internacional, facilitando o aporte de capital estrangeiro.
Diferencial de Taxas de Juros e Retorno: Investidores buscam países com maiores retornos (taxas de juros elevadas) em comparação aos mercados maduros, impulsionando a entrada de capital, especialmente especulativo.
Inovação Financeira e Tecnologia: O uso de tecnologia digital e telecomunicações avançadas permite transações rápidas e globais, transformando o capital financeiro em um fluxo contínuo e digital.
Aprofundamento Financeiro: O desenvolvimento do sistema financeiro doméstico e do mercado de ações aumenta a capacidade de absorver capital estrangeiro, sendo impulsionado pela estabilidade macroeconômica e pela redução da instabilidade de preços.
Integração Econômica e Vínculos Comerciais: Proximidade geográfica e acordos comerciais aumentam a confiança dos investidores e estimulam o fluxo de investimentos diretos.
Ações de Empresas (Private Equity/Venture Capital): O uso de aquisições alavancadas e busca por novas oportunidades de negócio (como em startups) aumentam os fluxos de capital de riscoCiclividade e Volatilidade:
Apesar de potenciais benefícios, o fluxo de capitais é cíclico, sujeito a períodos de grande abundância seguidos por rápidas saídas (volatilidade), frequentemente impulsionados por mudanças nas carteiras de grandes investidores internacionais
Por causa dessa maior importância do financiamento, as empresas, que costumavam estar totalmente centradas na produção, precisaram de pessoas que gerenciassem essas relações bancárias, de modo que, com o passar do tempo, a parte financeira da empresa acabou se tornando mais importante que a própria unidade produtiva. Assim, quanto mais as empresas industriais cresciam e monopolizavam mercados, maior era a sua dependência da sua ala financeira da empresa e dos bancos. Dessa forma, Hobson percebe a formação de uma “classe financista”, uma parte superior da classe capitalista que, por controlar as operações bancárias essenciais para as grandes empresas, acaba tendo o controle dos rumos da empresa.
Em termos simplificados, a lógica financeira consiste em ‘fazer dinheiro a partir de dinheiro’, sem necessariamente passar pela esfera da produção. O predomínio crescente dessa lógica, de caráter rentista – isto é, que não tem como finalidade a produção mas a remuneração do detentor de um ativo – na economia mundial, ocorre desde pelo menos o início dos anos 1980.


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